Júlia

Ser a Júlia é viver entre extremos. Profissionalmente, conquistei muito do que almejava. Cada meta atingida foi uma vitória suada, uma demonstração da minha determinação e capacidade. No entanto, interiormente, há um redemoinho de emoções. Tenho um relacionamento duradouro com Cássio, nosso relacionamento, há uma constância reconfortante, uma conexão que se estende ao longo do tempo. Somos como dois pilares que sustentam essa estrutura, mas, por vezes, falta a efervescência, a chama que costuma alimentar relacionamentos íntimos.


Perder minha mãe cedo me ensinou sobre resiliência e força interior. As dificuldades familiares, os conflitos, os atritos... foram como obstáculos no caminho, mas cada um deles moldou a pessoa que sou hoje. Aprendi a superar, a encontrar força onde parecia não existir mais e a crescer através das adversidades.


Quanto ao relacionamento com Cássio, nossa ligação é estável, segura, mas sem o fogo da paixão que um dia nos consumiu. Somos como uma peça de mobília bem colocada na sala, familiar e confortável, mas às vezes falta a faísca que incendeia os corações.


Somos parceiros, amigos, confidentes. Compartilhamos risadas, momentos de conforto, mas o brilho da paixão se perdeu pelo caminho. O desejo, aquela faísca intensa que muitas vezes acompanha um relacionamento, se tornou discreto, uma lembrança distante.


O carinho existe, a cumplicidade também, mas aquela centelha de paixão pareceu se dissolver com o tempo. É como se estivéssemos numa zona de conforto, onde o afeto é evidente, porém, a intensidade da atração se esmaeceu.


Apesar da falta dessa magia, valorizo a estabilidade, o apoio mútuo e a compreensão que temos um pelo outro. Mas às vezes, admito, sinto falta da sensação de ser arrebatada pela emoção, pela paixão avassaladora que caracteriza muitos relacionamentos íntimos. Sou a Júlia que encontra segurança, mas anseia por redescobrir a intensidade que um dia fez parte do nosso relacionamento.


É um desafio, equilibrar as emoções passadas com as presentes, a vontade de buscar a intensidade em meio à calmaria. Sou a Júlia que enfrentou tantos obstáculos, mas que agora se vê diante da necessidade de reavivar um aspecto crucial do relacionamento, a paixão e o desejo mútuo.


Enquanto caminhava pelo shopping, meus olhos se cruzaram com os de um homem desconhecido. Seu olhar era penetrante, como se pudesse ler minha alma em um simples instante. Fiquei surpresa e um pouco desconcertada com a intensidade daquela troca de olhares.


Ele parecia um livro aberto, transmitindo mistério e uma aura intrigante. Seus olhos, profundos e expressivos, me deixaram curiosa e ao mesmo tempo inquieta, como se houvesse algo nele que eu precisava decifrar.


Foi um momento rápido, um encontro fugaz no meio da multidão. Apesar de não nos conhecermos, aquele olhar deixou uma marca, despertando uma sensação de curiosidade e uma estranha conexão inexplicável.


Segui meu caminho, mas por um momento, fiquei pensando naquele homem com o olhar enigmático. Era como se sua presença, mesmo por um breve instante, tivesse mexido com algo dentro de mim, despertando um misto de emoções e perguntas que permaneceram sem resposta.


Estava voltando para o estacionamento do shopping, ainda com a mente ecoando o encontro fugaz com aquele homem de olhar enigmático. Quando finalmente cheguei ao meu carro, vi alguém parado próximo ao veículo ao lado.


Era ele. O mesmo homem que me encarou com aqueles olhos que pareciam saber mais do que mostravam. Senti um misto de surpresa e curiosidade ao vê-lo ali, como se o destino brincasse conosco, unindo nossos caminhos mais uma vez.


Ele se aproximou lentamente, com uma expressão séria, mas ao mesmo tempo tranquila. Havia algo de familiar na forma como ele olhava para mim, como se houvesse um reconhecimento mútuo, mesmo sem nos conhecermos.


Engoli em seco, tentando disfarçar a curiosidade e um leve nervosismo que senti naquele momento. 


Júlia: - Desculpe interromper, mas não consigo evitar a sensação de que já nos vimos antes.


Desconhecido: - De fato, acho que nossos olhares se cruzaram lá dentro do shopping, não é?


Júlia: - Sim, exatamente. Sou a Júlia. Desculpe pela intromissão, mas seu olhar parece tão familiar, como se houvesse uma conexão estranha entre nós.


Desconhecido: - Prazer em conhecê-la, Júlia. Meu nome é Guilherme. Não se preocupe, também senti algo parecido. Às vezes, o destino adora brincar com esses encontros inesperados.


Júlia: - É verdade. É curioso como podemos sentir uma conexão mesmo sem nos conhecermos de fato. Enfim, desculpe se estou sendo um pouco invasiva, mas há algo nesse encontro que me intriga.


Guilherme: - Não se preocupe, entendo completamente. Às vezes, alguns encontros têm um peso diferente, não é? Mas talvez seja apenas o universo nos dando um breve momento para nos cruzarmos.


Júlia: - É, talvez seja isso mesmo. Bem, foi um prazer conhecê-lo, Guilherme. Acho que vou seguir meu caminho agora.


Trocamos nossos contatos e nos despedimos, ao entrar no meu carro, meus olhos o acompanharam até o veículo dele, que estava estacionado a poucos metros do meu. Até nisso o destino havia se encarregado para que nosso encontro se realizasse.


Após alguns instantes, voltei a minha realidade de mulher comprometida, e fiquei tentada a esquecer tudo isso. Mas por algum motivo, não consegui me desfazer da única possibilidade de descobrir o que estava sentindo naquele instante.


Enquanto dirigia para casa, minha mente se encheu de perguntas. Quem era aquele homem? Por que nosso encontro parecia tão carregado de significados? Era como se o universo tivesse tecido um encontro que, apesar de breve, deixou um rastro de mistério e curiosidade no meu coração.


Os dias passavam vagarosamente, a cada instante eu me via tentada a enviar uma mensagem para o Guilherme. Mas resistia a todo custo. Após quase uma semana, após encerrar o expediente, estava sentada no escritório. Com uma tentação inexplicável de conversar com o Guilherme. Olhava fixamente o celular em cima da mesa, e quando finalmente tomei coragem, e ao estender minha mão para alcançá-lo. De uma forma inexplicável , o nome dele apareceu na tela, fiquei alguns segundos sem reação e num momento de contagem atendi a ligação.


**Júlia:** Alô?


**Guilherme:** Júlia, aqui é o Guilherme. Desculpe o inusitado da ligação, mas lembrei-me do nosso encontro no shopping e não consegui tirar você da cabeça.


**Júlia:** Oh, Guilherme! Que surpresa agradável ouvir sua voz. Também fiquei um pouco intrigada com o nosso encontro.


**Guilherme:** Fico feliz que tenha lembrado. Senti uma conexão inexplicável naquele momento e me perguntei se poderíamos nos encontrar para conversar melhor.


Júlia: - Claro, seria interessante entender melhor essa sensação. Por que não marcamos algo?


Guilherme: - Ótimo! Estou livre amanhã à tarde, se isso servir para você.


Júlia: - Perfeito! Podemos nos encontrar no café do centro comercial, por volta das 15h. O que acha?


Guilherme: - Excelente! Estarei lá. Mal posso esperar para descobrir mais sobre essa estranha coincidência.


Júlia: - Eu também. Até amanhã então, Guilherme.


Guilherme: -  Até, Júlia. Até breve.


Após marcar o encontro com Guilherme, minha mente estava uma verdadeira montanha-russa de emoções. Cada detalhe da nossa troca de olhares, daquele encontro fugaz no shopping, girava incessantemente na minha cabeça.


Enquanto me preparava para dormir, me vi perdida em pensamentos, imaginando mil possibilidades para o nosso encontro no dia seguinte. Senti um frio na barriga só de pensar em reviver aquele momento, temendo que minhas expectativas estivessem mais altas do que deveriam.


Durante o dia seguinte, cada hora parecia arrastar-se lentamente. No trabalho, me pegava olhando para o relógio a cada cinco minutos, ansiosa pelo fim do expediente. Mas quando finalmente o tempo passou e me vi livre, a ansiedade só aumentou.


Enquanto me arrumava para encontrar Guilherme, meus pensamentos divagavam, imaginando o que poderia acontecer. E se a conexão que sentimos fosse apenas um momento isolado? E se, no fim das contas, fosse apenas uma coincidência sem grande significado?


Estava pronta, pronta para descobrir o que estava acontecendo comigo, nunca havia ficado tão ansiosa por em encontro, passei meu perfume favorito, um batom discreto, uma maquiagem básica.


Caminhando em direção ao café, minha mente estava a mil por hora. Repassava mentalmente o que falar, como agir, tentando não criar expectativas exageradas, mas ao mesmo tempo, sentindo uma euforia quase palpável.


Ao me sentar na mesa do café, meu coração disparou. Cada pessoa que entrava no local me fazia olhar ao redor, esperando ver Guilherme. Cada segundo de espera aumentava minha ansiedade, e me via constantemente olhando para a entrada, aguardando ansiosamente aquele encontro que prometia desvendar mistérios e despertar emoções desconhecidas.


Então a imagem de Guilherme surgiu na porta, estava bem vestido, carregava em suas mãos uma linda rosa vermelha. Nossos olhares se cruzaram e novamente senti algo percorrer todo o meu corpo, a cada passo que se aproximava, meu coração batia mais rápido.


Guilherme: - Júlia, trouxe algo para você. Espero que goste.


Guilherme estende uma rosa vermelha para Júlia.


Júlia: - Oh, Guilherme, que gesto gentil! Esta rosa é linda, muito obrigada. É realmente encantadora.


Guilherme: - Fico feliz que tenha gostado. É um pequeno gesto para uma pessoa que me deixou intrigado desde o nosso encontro no shopping.


Júlia: - Você é muito gentil. E que perfume maravilhoso essa rosa exala! É incrível como um simples gesto pode iluminar o dia de alguém.


Guilherme: - O perfume das rosas é realmente especial. Traz uma atmosfera única e delicada. E seu perfume é maravilhoso, um aroma muito agradável.


Júlia: - Lisonjeada com o a educação e o elogio de Guilherme.


Guilherme: - Mas me conte mais sobre você, como tem sido sua vida profissional, Júlia?


Júlia: - Profissionalmente, tem sido um desafio constante. Trabalho na área de marketing e busco encontrar um equilíbrio entre criatividade e estratégia. E você, como tem sido sua jornada?


Guilherme: - Sou designer gráfico, e aprecio cada oportunidade de explorar a criatividade. Mas busco algo mais profundo, projetos que possam impactar positivamente a sociedade.


Júlia: - Que inspirador! Sempre admirei pessoas que buscam mais do que apenas o sucesso profissional, mas também o impacto social. E quanto aos seus sonhos pessoais, Guilherme?


Guilherme: - Além do trabalho, tenho o desejo de explorar mais o mundo, conhecer diferentes culturas. Quero encontrar um propósito maior para minha jornada pessoal. E você, quais são seus sonhos pessoais?


Júlia: - Tenho procurado mais equilíbrio, tempo para cuidar de mim mesma e estabelecer conexões profundas. Acredito que a jornada pessoal é tão essencial quanto a profissional. É uma busca constante por harmonia.


Guilherme: - Concordo plenamente. Encontrar esse equilíbrio é fundamental. Espero que consiga alcançar seus objetivos pessoais, Júlia.


Júlia: - Obrigada, Guilherme. E que seus sonhos também se realizem. É inspirador conhecer alguém com visão tão ampla da vida.


Guilherme: - O prazer foi meu, Júlia. Agradeço pela troca de ideias inspiradoras. Espero que possamos nos encontrar mais vezes para compartilhar nossos pensamentos e sonhos.


Júlia: - Guilherme, há algo que preciso te contar antes que nossas conversas avancem mais.


Guilherme: -  Claro, Júlia. O que aconteceu?


Júlia: -  Eu estou em um relacionamento sério. Tenho um parceiro, o Cássio. Sinto muito se isso muda algo entre nós.


Guilherme: - Entendo, Júlia. Não se preocupe, respeito seu compromisso. Na verdade, preciso te confessar algo também. Tive uma experiência complicada com relacionamentos no passado.


Júlia: - Me desculpe ouvir isso, Guilherme. Foi algo recente?


Guilherme: - Sim, foi há alguns anos. Foi um relacionamento tóxico, cheio de decepções e feridas emocionais. Foi difícil superar e ainda carrego algumas cicatrizes.


Júlia: - Lamento que tenha passado por isso, Guilherme. Relacionamentos difíceis podem deixar marcas profundas. Espero que esteja conseguindo se curar aos poucos.


Guilherme: - Estou tentando. Conhecer pessoas novas como você me ajuda a lembrar que nem todos os relacionamentos são iguais. Às vezes, é um desafio deixar o passado para trás.


Júlia: - Compreendo. Relacionamentos ruins podem abalar nossa confiança e fé no amor. Se precisar conversar ou desabafar sobre isso, estou aqui.


Guilherme: - Obrigado, Júlia. Aprecio muito sua compreensão. Como disse, é um processo. Mas me sinto grato por conhecer pessoas como você ao longo dessa jornada.


Júlia: - Fico feliz em poder oferecer apoio, Guilherme. A vida nos reserva encontros que nos ensinam muito, mesmo que sejam desafiadores. Espero que encontre o equilíbrio e a cura que merece.


Guilherme: - Obrigado por suas palavras. Também espero que possamos seguir adiante, mantendo uma amizade sincera.


Júlia: - Com certeza, Guilherme. Estou aqui para o que precisar.


Nossa conversa agradável estendeu-se por horas, os olhares trocados no momento da despedida eram como um convite silencioso para algo mais intenso. Cada palavra que trocamos, cada sorriso compartilhado, criou uma conexão que parecia querer se manifestar de forma mais profunda.


Ao nos despedirmos, senti uma energia incrível entre nós, uma espécie de magnetismo que nos atraía um ao outro. Seus olhos transmitiam um desejo que parecia ecoar nos meus próprios pensamentos, despertando um fogo interior que era difícil de controlar.


Havia uma tensão palpável no ar, como se ambos soubéssemos o que queríamos, mas a prudência nos impedia de agir. Mesmo assim, era como se o mundo ao nosso redor desaparecesse naquele instante, e só existíssemos nós dois.


Cada centímetro que nos separava naquele momento parecia uma barreira impossível de ultrapassar. Era como se o universo estivesse testando nossa capacidade de resistir àquela tentação proibida.


E, apesar de todos os sinais que nos empurravam um na direção do outro, o senso de responsabilidade e o respeito aos compromissos prévios pareciam nos prender, nos mantendo na linha, mesmo que nossos corações clamassem por algo mais intenso.


O desejo incontrolável de nos beijarmos era como uma faísca que ameaçava incendiar tudo ao redor. Mas, ao mesmo tempo, o entendimento de que não era o momento certo, de que tais ações poderiam trazer consequências indesejadas, nos segurava.


Cada segundo daquela troca de olhares era como um embate interno entre o querer e o dever, entre o desejo ardente e a razão. Era um momento carregado de emoções intensas, um dilema entre o que ansiávamos e o que era moralmente certo.


Mas nossos instintos falaram mais alto, e um beijo aconteceu, um beijo com muito desejo a paixão. Desejei que o tempo parasse naquele instante, para que pudéssemos viver aquela magia por mais tempo.


Os dias após o beijo com Guilherme foram uma mistura de euforia e nervosismo. Cada momento parecia carregado de expectativa, ansiosa para sentir novamente a atenção que ele gentilmente ofereceu. Cada mensagem, era como se tudo tivesse adquirido um novo significado. O coração batia mais rápido. Era como se cada instante estivesse preenchido por uma nova sensação de proximidade e cumplicidade, como se estivéssemos descobrindo um ao outro de uma maneira mais profunda. Era mágico e ao mesmo tempo um pouco assustador, mas, acima de tudo, era emocionante sentir essa atenção tão especial vinda dele.


Vivenciava a cada dia, um turbilhão de emoções e sentimentos. O carinho por Cássio é algo que me traz segurança e conforto, uma conexão que construímos com o tempo, mas sem paixão e desejo, mas faltava ambições e sonhos a ele, sempre passivo aos meus desejos. 


No entanto, essa paixão avassaladora por Guilherme é como um incêndio ardente, intenso e desafiador. Cada momento com Cássio é estável e conhecido, mas quando estou perto de Guilherme, é como se houvesse uma faísca que incendeia a minha alma. É uma dualidade avassaladora, pois enquanto um lado de mim anseia pela estabilidade e pelo afeto tranquilo com Cássio, o outro é cativado pela paixão incontrolável que Guilherme desperta em mim, uma sensação avassaladora e eletrizante. É um equilíbrio delicado entre a familiaridade reconfortante e a atração intensa e imprevisível.


Após refletir muito, decidi terminar meu relacionamento com Cássio porque nossos caminhos e perspectivas pareciam cada vez mais divergentes. Sentia que nossos objetivos e desejos não estavam alinhados, e a dinâmica do relacionamento estava se tornando desafiadora. Era difícil manter uma conexão saudável com nossas visões de vida tão distintas.


Não contei de imediato a Guilherme o meu rompimento com Cássio. Mas Guilherme sempre teve esse jeito cativante de expressar o desejo de nos encontrarmos novamente. Suas palavras eram como um convite caloroso, cheio de entusiasmo e saudade, capazes de desmontar qualquer resistência que eu pudesse ter. Era difícil resistir à vontade genuína que ele transmitia, tornando difícil não querer reviver esses momentos. Então aceitei, seria nosso segundo encontro.


Aceitar um segundo encontro com Guilherme foi uma decisão que veio com uma mistura de entusiasmo e curiosidade. Eu só pedi uma coisa: para ser surpreendida. Queria sentir a emoção da novidade, algo inesperado que tornasse nosso encontro especial e único. Sua capacidade de surpreender sempre me encantou, então mal posso esperar para ver o que ele vai preparar desta vez.


Júlia: - Olá, Guilherme! Fiquei feliz com seu convite para um segundo encontro.


Guilherme: - Oi, Júlia! Que ótimo que você aceitou. Estava realmente ansioso para te ver de novo.


Júlia: - Eu também estou animada! Só te peço uma coisa...


Guilherme: - Claro, o que seria?


Júlia: - Quero ser surpreendida neste encontro. Gosto da espontaneidade, de sentir aquela sensação de novidade, sabe?


Guilherme: -  Entendi perfeitamente! Posso garantir que vou preparar algo especial para nos surpreender. Adoro um desafio!


Júlia: - Isso me deixa ainda mais animada! Mal posso esperar para ver o que você vai aprontar.


Guilherme: - Vou fazer o meu melhor para tornar nosso encontro inesquecível, Júlia. Será uma noite de sexta-feira inesquecível para ambos.


Júlia: - Mal posso esperar para descobrir!


Foi uma experiência emocionante e, ao mesmo tempo, encantadora. O Guilherme me levou de olhos vendados até um local desconhecido, mas o som das ondas quebrando na praia. Denunciava o local. Quando finalmente abri os olhos, fiquei maravilhada com a beleza do cenário: mesas decoradas com velas, à luz do entardecer, e o som suave da música ao fundo. Era um jantar romântico à beira-mar, o cenário perfeito para um momento especial. A surpresa foi tão emocionante quanto encantadora, e cada detalhe mostrava o cuidado que ele teve para tornar nosso encontro algo inesquecível.


Após o jantar, resolvemos caminhar descalços pela praia, Guilherme retornou ao carro para deixar nossos calçados, nas retornou com uma mochila. Sabia o que ele queria, mas apesar do que sentia por ele, ainda não estava preparada. Deixei as coisas acontecerem naturalmente.


Em um determinado momento, já não havia mais nada ao redor, somente nós dois, ao com das ondas quebrando na praia e a luz de uma lua cheia maravilhosamente romântica.


E outro beijo aconteceu, podia sentir seu desejo contra o meu corpo, sentia o mesmo, mas não era o momento ainda. Nos afastamos um pouco e o Guilherme tirou de sua mochila um cobertor e estendeu na areia. E pediu que sentasse ao lado dele.


Júlia: -  Guilherme, sei o que está querendo, e fico lisonjeada, mas me perdoa, ainda não estou pronta. A poucos dias rompi um relacionamento de longa data. 


Guilherme: Eu entendo perfeitamente Júlia, por isso eu trouxe outro cobertor para eu usar. - Disse sorrindo para Júlia.


Júlia: - Você é incrível sabia? - Sorrindo para Guilherme.


Guilherme: - Você é maravilhosa Júlia, por isso estou apaixonado por você, mas posso ficar mais um pouco aqui junto com você? Trouxe café também.


Júlia: - Você me surpreende a cada instante, sabia?


Guilherme: - Que bom, pois você também me surpreende.


Passamos o resto da noite abraçados contemplando a lua cheia. Ao amanhecer, ele me levou ao meu apartamento e nos despedimos com um beijo delicioso.


Passei o resto do dia num sono profundo. Era quase noite quando despertei e fui surpreendida novamente pelo Guilherme, ele havia trazido uma pizza e vinho para uma noite de sábado.


Ele estava vestido de uma forma bem, bermuda, camiseta e tênis. O recebi ainda de roupão, mas pedi que entrasse e me aguardasse um pouco. 


Guilherme: - Oi, Júlia! Espero não ter aparecido sem avisar, mas trouxe uma surpresa... pizza e um bom vinho. Desculpe se te peguei desprevenida.


Júlia: - Ah, Guilherme! Que delícia! Não se preocupe, não tem problema algum. Você sempre trazendo boas surpresas. Entra, entra!


Guilherme: - Fico aliviado que tenha gostado da surpresa! Achei que seria legal compartilhar esse momento juntos.


Júlia: - É ótimo te ver, e esses quitutes só deixam tudo melhor. Obrigada pela gentileza, Guilherme. Vamos aproveitar essa noite!


Júlia: - Guilherme, que bom que você veio, mas eu estou só de roupão, será que você poderia me dar uns minutos para me trocar?


Guilherme: - Claro, Júlia! Sem problema algum, eu espero aqui na sala. Quero que se sinta à vontade.


Júlia: -  Obrigada pela compreensão, já volto!


Guilherme: - Tranquila, sem pressa. Enquanto isso, vou adiantando as coisas por aqui.


Coloquei uma roupa mais mais confortável, uma calça moletom, e camiseta.


Sentamos lado a lado no chão da sala e assistimos um filme enquanto saboreamos a pizza e vinho. Trocamos alguns beijos tímidos.


No meu íntimo, eu ansiava por mais do que alguns beijos, amava o respeito e carinho dele por mim, mas meu corpo começou querer algo mais, já não conseguia controlar meu desejo pelo Guilherme.


Os beijos se tornavam cada vez mais ardentes de desejo e paixão. Instintivamente a minha mão deslizou pelo seu corpo, aos poucos libertei seu desejo por mim, acariciava carinhosamente, com movimentos lentos e cadenciados.


Deslizei minha língua por toda extensão daquele objeto que me desejava. Logo coloquei-o totalmente dentro da minha boca, podia sentir chegando até a minha garganta, fazendo delirar de prazer, soltando palavras desconexas e palavras, isso me excitava cada vez mais.


Já não havia pudor, somente o puro desejo tomando conta de nossos corpos e mentes. Nos despimos totalmente, e com o Guilherme sentado no sofá, coloquei meus braços em volta do seu pescoço e nos conectamos.


Iniciei com movimentos lentos, sempre olhando nos olhos dele. Enlouquecia de prazer, sua paixão me preenchia de forma muito prazerosa e única. Nossos gemidos denunciavam a intensidade do nosso ato de amor.


A cada movimento eu o desejava mais e mais, suas mãos acariciavam meu bumbum, enquanto eu cavalgava intensamente naquele delicioso objeto de desejo e prazer.


Mudamos de posição e fiquei de joelhos no sofá, apoiada no encosto. Guilherme me puxou pelos cabelos e me penetrou num único movimento, me fazendo soltar um delicioso gemido. Me sentia uma mulher muito devassa e promíscua, isso me deixava muito excitada. A penetração ficava cada vez mais intensa, rebolava como uma vadia enquanto ele me possuía por completo e atingimos o clímax juntos, foi uma experiência singular de entrega total.


Deitamos no sofá abraçados, estávamos suados e extasiados de prazer. O carinho dele após a relação maravilhosa deixou uma marca inesquecível no meu íntimo. 


Dormimos juntos naquela noite, extasiados pela experiência maravilhosa que tivemos. Ao acordar, não o vi ao meu lado. Não vi suas roupas, nenhum bilhete, absolutamente nada. Sentei na cama e uma tristeza começou a crescer dentro de mim. Então, escutei a porta do quarto abrir.


Guilherme: - Bom dia, minha querida Julia. Trouxe algo para você.


Julia: - Guilherme, o que é isso? Pensei que você tivesse ido embora.


Guilherme: - Um café da manhã especial para a pessoa mais especial na minha vida.


Julia: - Mas... Eu pensei que você tinha me abandonado, que não se importava mais.


Guilherme: - Nunca meu amor, a última noite foi a primeira de todas que passar ao seu lado, vendo a cada dia uma história de amor, amizade e companheirismo. Vivendo novas experiências românticas e também íntimas ao seu lado. Quero mostrar todos os dias o quanto você significa para mim. Eu te amo muito.


Quando Guilherme expressou seu amor por mim, foi como se o tempo parasse. Cada palavra era uma melodia que inundava meu coração de alegria e calor. Meu corpo inteiro parecia flutuar, como se estivesse envolto por uma aura de carinho e ternura. Cada batida do meu coração parecia um eco do dele, e todo o amor que ele expressou me fez sentir completa, como se nada mais importasse naquele momento além daquele sentimento mútuo de amor. Foi um instante mágico, onde tudo ao meu redor desapareceu e só restou a beleza pura daquelas palavras sinceras.



Julia: - Eu estava com tanto medo, medo que tivesse sido só mais uma noite, mais uma conquista.


Guilherme: - Você foi e a partir de hoje, será minha maior e última conquista. Serei seu e quero que seja minha por todo tempo que ainda tivermos.


Julia: - Eu serei tua sim meu amor, Eu te adoro meu amor.


Guilherme: -  E eu te amo mais do que as palavras podem expressar. Vamos aproveitar este café e o dia juntos, ok?


Julia: - Sim, vamos.


Após tomarmos café da manhã, nos deixamos levar novamente pelos nossos desejos carnais. Mas dessa vez, foi Guilherme que tomou a iniciativa. O beijo carinhoso, com a mão na minha nuca, me fez sentir um arrepio em todo meu corpo. 


Seus beijos no meu pescoço me enlouqueciam, suas mãos tocavam meus seios, o desejo crescia a cada toque no meu corpo. 


Logo seus beijos desceram até tocar meus seios, sua língua, ele me deixava muito excitada com a sua boca e a língua. Sua mão percorria meu corpo até tocar meu íntimo.


Júlia: - Ahhh, gostoso, ahhhh.


Guilherme: - Safada, gostosa.


Me contorcia de prazer com  seus dedos percorrendo meu íntimo daquela forma, que jamais tivera sentido.


Júlia: - Delíciaaaa. Não paraaa. Ahhhh.


Guilherme: - Safada, está gostando? Deliciaaa meu amor.


Guilherme ficou em posição de me penetrar, ele ficou me provocando, sem penetrar. Me deixando louca de tesão.



Guilherme: - Vagabunda, isso que você quer? Me quer dentro? Puta gostosa.


Júlia: - Caralhooo. Ahhh. Me come, e fode gostoso. Ahhh



Júlia: - Vai, cachorro, me fode, mete gostoso na sua cadelinha.



Guilherme: - Gostosa, você é muito gostosa meu amor!



Júlia: - Isso, mete mais, mete com força, deliciaaa. Ahhh.



Guilherme me penetrava com muita vontade, podia sentir o mel escorrendo até o meu ânus.


Logo Guilherme me deixou de quatro na cama. Estava entrege aos nossos desejos. Sua língua me tocou prazerosamente, deslizando deliciosamente pelos meus lábios vaginais.



Genia muito com a língua dele me tocando.


Júlia: - Ahhh. Gostoso, isso, me chupa mais.


Guilherme: - Delícia de buceta, cadela gostosa.



Delirei de prazer ao sentir sua língua tocando meu ânus.


Júlia: - Delicia, não para… ahhhh.


Guilherme: - Gostosaa. Safada.


Júlia: - Vem meu amor, me fode gostoso.




Guilherme estava com muito tesão, penetrando meu ânus. 


Guilherme: - Puta, cadela, cuzinho gostoso.


Júlia: - Mete mais, cachorro, puto, come a sua vagabunda.



Rebolava como uma vagabunda, sendo penetrava no ânus. Estava enlouquecida de tesão, deixando fluir todos os meus desejos por aquele homem delicioso.


Júlia: - Não para, vou gozar, cachorro, safado. Ahhhh


Guilherme: - Goza vagabunda, gozo gostoso no meu pau, ahhhh.



Gozamos deliciosamente ao mesmo tempo.




Ficamos, ali abraçados, nos deliciando após mais uma experiência muito prazerosa.


Viver esse amor com Guilherme é como desvendar um universo novo a cada dia. Ele tem essa capacidade incrível de valorizar cada pequeno detalhe que compõe minha vida. Desde um simples bilhete deixado na mesa até aqueles gestos que só nós entendemos, ele faz questão de dar significado a cada momento compartilhado. É como se ele visse o mundo através dos meus olhos e tornasse tudo mais belo, mais especial. É uma sensação única, como se cada detalhe se transformasse em uma pérola preciosa nesse nosso vínculo tão forte e especial.




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